SOBRE
Antes de ser profissão, a arquitetura já fazia parte da minha história.
Minha relação com a arquitetura começou muito antes de eu pensar em escolher uma profissão.
Meu pai trabalhou como pedreiro a vida inteira. Por isso, a construção civil sempre esteve muito presente na minha infância. Eu gostava de estar por perto quando ele estava trabalhando em alguma obra, de observar as coisas tomando forma e de acompanhar, mesmo sem entender muito bem, como tudo aquilo acontecia.
UMA DESCOBERTA NATURAL
Sempre fui fascinada por espaços.
E, quando não estava por perto de uma obra, estava construindo as minhas próprias.
Lembro de brincar com aquelas pequenas peças de madeira, montando casinhas, criando cidades e imaginando espaços. Na época, era só uma brincadeira de criança. Hoje, olhando para trás, percebo que talvez a arquitetura já estivesse ali.
O CAMINHO ATÉ A ARQUITETURA
Foi quando encontrei o meu lugar.
Mas meu caminho até ela não foi tão direto.
Primeiro, fiz o curso técnico em Edificações. Depois, ainda com muitas dúvidas sobre qual profissão seguir, entrei na faculdade de Engenharia. Foram três períodos até perceber que as matérias com as quais eu realmente me conectava eram aquelas que envolviam criatividade.
Foi quando decidi mudar para Arquitetura.
E, desde o primeiro dia, tive a sensação de finalmente estar no lugar certo.
UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU MUITO ANTES DE MIM
Raízes que constroem o meu presente.
Na comunidade onde cresci, no Morro do Borel, na Tijuca, no Rio de Janeiro, meu pai, meu avô e meus tios construíram juntos um prédio do zero.
Uma construção que permanece lá até hoje e guarda uma parte importante da história da nossa família.
Em frente a esse prédio fica a Praça Constantino Callegario, que recebeu o nome do meu avô como uma homenagem. Era um lugar onde ele gostava de estar e que, de alguma forma, continua guardando sua presença.
Cresci com essa relação tão próxima com a construção civil, mas também com a compreensão de que os lugares carregam histórias, memórias e afetos.

O NOME QUE CARREGA UM LEGADO
Mais do que uma marca, uma história que continua.
CALLEGARIO
Com o tempo, fui construindo minha própria trajetória profissional. Meu escritório passou por mudanças, inclusive de identidade, até que eu entendesse o que realmente queria que ele representasse.
Mais do que criar uma marca, eu queria dar continuidade a uma história.
Foi assim que o nome Callegario ganhou um significado ainda maior para mim.
Ele carrega a memória da minha família, o lugar de onde vim e a vontade de construir algo que permaneça. É uma forma de honrar quem veio antes de mim e, ao mesmo tempo, abrir caminho para tudo aquilo que ainda quero construir.

A ARQUITETURA EM QUE ACREDITO
A arquitetura que acredito começa pelas pessoas.
Talvez seja por isso que eu faça tanta questão de estar presente em cada etapa dos projetos.
Gosto de conhecer as pessoas, ouvir suas histórias, entender suas rotinas e descobrir o que realmente faz sentido para cada uma delas.
Acredito que um projeto não deve ser apenas bonito. Ele precisa funcionar, acolher e refletir a vida de quem vai estar ali.
E isso exige sensibilidade, mas também conhecimento técnico, atenção aos detalhes e acompanhamento próximo.
PROJETAR É ESTAR PRESENTE
O cuidado também faz parte do processo.
Faço questão de participar das decisões, das escolhas e dos caminhos que transformam uma ideia em realidade. Porque, para mim, projetar não termina quando os desenhos ficam prontos. Existe todo um processo depois disso, e ele também merece cuidado.
Meu pai ajudou a construir os espaços onde nossa família viveu. Hoje, através da arquitetura, tenho a oportunidade de criar espaços onde outras famílias vão construir suas próprias histórias.
De maneiras diferentes, seguimos ligados pelo mesmo desejo de transformar espaços e fazer parte da vida das pessoas.
A Callegario é a minha maneira de continuar essa história.
Uma história que começou muito antes de mim e que hoje ganha novos capítulos a cada projeto, a cada encontro e a cada lar que ajudamos a construir.
